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Um Fiel Seguidor

Oi, meu nome é Olívia e me considero uma gata de sorte. Meus três irmãos e eu fomos abandonados quando éramos ainda filhotinhos e resgatados  por uma família que nos criou até a nossa adolescência. Depois, nossa dona ficou com medo que eu e minha irmã entrássemos no cio e enchesse a casa dela de gatinhos. Aí ela abandonou nós duas no mesmo lugar onde nos achou, ficando apenas com meus dois irmãos machos.  As fêmeas sofrem, acreditem!


Nesse lugar, a minha irmãzinha sumiu, muito assustada. Eu fiquei sozinha, escondida num galpão velho. Uma humana me viu e me adotou. Ufa! Que sorte!

Minha nova dona trabalha em casa. É o tal home office. Ela pensa que eu não entendo essas coisas. Melhor assim. Se um dia descobrirem o quanto a gente sabe sobre o mundo, essa nossa boa vida acaba. 


A família da humana é  muito engraçada. Eles amam ver os blogueiros postando coisas fofas sobre cães e gatos. Qualquer dia, alguém inventa de fazer o mesmo com a gente aqui em casa. Aliás, já dizem que ter amigos e seguidores virtuais é importante para muitas pessoas, principalmente para quem trabalha com comércio, serviços, cultura, imagem, etc. É preciso, o tempo todo, lembrar ao mundo da sua existência. Esse “estar na mídia” para os humanos também está na moda para os bichos. Acho um perigo! Dá preguiça só de pensar…


Um desses blogues de gatinhos tem muitos seguidores. Gente que fica esperando o cara postar uma gracinha do seu pet. Que coisa, né? Os bichinhos nem conhecem pessoalmente esses seguidores. São virtuais. Mas eu acho isso muito chato. Ninguém pra brincar de verdade, fazer um carinho, dar um petisco. Que graça pode ter isso!?


A Malu, por exemplo, a cachorra da minha dona não dá a mínima pra essas coisas de internet. Ela foi resgatada das ruas há uns 7 ou 8 anos e precisa passear várias vezes por dia, porque tem incontinência urinária. Andando, acaba fazendo xixi e esvaziando a bexiga. Foi criada entre os gatos e eles aprenderam a vê-la como uma protetora. Recentemente a Malu foi diagnosticada com um tumor no cerebelo. Não operável. Toma vários medicamentos. Todas as vezes que minha humana sai com ela nas ruas, quase sempre, um dos muitos gatos da casa a segue por alguns metros e depois volta correndo pra casa.

Esse aí da foto é um gatinho abandonado. Minha dona diz que eu pareço tanto com ele que devemos  ser  parentes. Será!?  


A humana alimenta o gatinho diariamente e, todas as vezes que ele vê a Malu passeando, vai acompanhando a cachorra até o portão. Ele não tem medo dos carros como os gatos da casa. Mas ele tem medo dos gatos, que são bem territorialistas. E sempre rola umas tretas!


A Malu é uma cachorra muito boa, apesar de seus problemas de saúde. Posso dizer que ela tem vários amigos reais e verdadeiros, e eu sou um deles. Mas esse gatinho aí é o seu seguidor mais fiel. Literalmente falando.


Então, se alguém estiver se sentindo sozinho e precisando de um amiguinho leal, calmo, carinhoso e bonitão, que vai idolatrar e seguir o dono por onde for, é só dar um pulinho aqui ao lado da minha casa e resgatar o gatinho abandonado. Se você é dessas pessoas que precisam ficar caçando seguidores ou se vive babando pelos pets virtuais, mas ainda não tem um de verdade, que tal levar pra casa um seguidor fofo, brincalhão e real? Garanto que não vai se arrepender…




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4 Comments


Oye Becca
Oye Becca
Feb 27

ela teve uma origem muito sofrida, gostei do final feliz

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A história é real. Minha cachorra e gatos.

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Gracinhas de crianças e de pets têm mais visualizações que notícias importantes, hoje em dia 😉

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É verdade! Alguns pets parecem celebridades! Acho difícil uma pessoa não gostar de animais...

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