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O Dia Que Adotamos Um Humano

Meus ancestrais sempre diziam para eu não me esquecer da minha linhagem, porém eu não tive tanta sorte como eles que nasceram à gerações passadas no Egito Antigo.


Nasci numa caixa plástica quebrada e mal cheirosa, num terreno abandonado. Minha mãe não tinha muito leite para nos alimentar porque ela também não tinha muito o que comer. Quando começamos a andar, eu, minha mãe e meus irmãos fomos resgatados. Minha mãe tentou nos defender muitas vezes, mas a fome foi maior e acabamos dentro das caixas de um carro bem grande e levados para outro lugar. Tinham humanos de branco que nos viraram de tudo que foi jeito, corações acelerados com muito medo. Tínhamos casa, água, comida e cama quentinha como a barriga da nossa mãe. Um dia nos levaram para dormir e nos outros para tomar coisas amargas.


Um dia nossa casa tinha muitos humanos que escolheram meus irmãos. Eu e minha mãe ficamos até o dia que entrou um moço. Ele olhou para mim, senti nele uma conexão e foi o meu primeiro miado quando olhei para ele. O moço abriu a portinha, me pegou no colo, me cheirou e resolveu me levar junto com a minha mãe. Adotei o Lucas nosso humano.

Ganhamos coleira e identificação, casa, brinquedos, água fresca e comida gostosa, areia limpinha e muito carinho. Mamãe era chamada de "Bastet" e eu de "Hórus", "Nonô", "Noturno", "Amor"...


Deixo aqui meu recado: não somos descartáveis, somos vida. Adote um gato abandonado, seja um tutor responsável até o final de nossas vidas.




 

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