Esperança
- Edu Mussi

- 24 de jan.
- 1 min de leitura
Na madrugada do dia 16 de janeiro de 2026, em sono profundo, uma voz
desconhecida falou comigo:
– O que desejas de presente pelos teus 72 anos que completas hoje?
Não acordei e, dormindo, perguntei:
– Posso pedir qualquer coisa?
– O que quiseres, mas tem bom senso e não exagera.
– Tudo bem, seguem meus desejos:
Gostaria de ter tempo para percorrer os lugares que embasaram minha vida,
onde aprendi a nadar, correr, jogar bola e outras estrepolias que fiz quando
criança e adolescente.
Espero, um dia, poder me encontrar com os amigos da época de criança e
adolescência, e, principalmente, que estejam com os mesmos sorrisos alegres
que tinham. Sei que isso será difícil, porque a gente muda, mas continuo a
alimentar essa esperança.
Desejo que os amigos e as pessoas que amo, mas que não tenho notícias,
saibam que estão sempre em meus pensamentos e rogo para que estejam,
pelo menos, abrigados, dormindo confortavelmente, bem alimentados e com
saúde.
Almejo viver o suficiente para ouvir a voz forte e a barba no rosto dos meus
netos. Não quero exagerar nas minhas esperanças, em desejar pegar no colo
de uma bisneta ou bisneto.
Anseio para que meu filho tenha uma velhice parecida com a minha e que
possa se divertir com seus netos como me divirto com os meus.
Por último, espero que meu fim seja o começo de uma outra vida, sem traumas
e que logo possa fazer um bom recomeço.





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