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Doce Crime

Reportagem especial, publicada pela repórter investigativa deste jornal.



Na madrugada de hoje, foi encontrado o corpo

Foto da frente do prédio onde o homicídio ocorreu (Foto: imagem de mídia do Wix)

de uma garota de 23 anos, no bloco de apartamentos para estudantes no campus da Universidade do Rio de Janeiro. As moradoras do apartamento de dois quartos, situado no primeiro andar, são três garotas da mesma faixa etária, e mais a jovem, encontrada sem vida no chão do quarto que dividia com uma das colegas.


A polícia e a perícia foram chamadas por uma das garotas, e documentaram com fotos o corpo e o local do "crime". Detetives envolvidos no caso entrevistaram as moradoras, individualmente. Nenhuma delas tinha passagem pela polícia, e estavam em completo estado de choque com o ocorrido.


Foto do prato de doces que iniciou o crime (Foto: Pixabay)

No quarto onde a vítima foi encontrada, os detetives encontraram um prato com embrulhos de papel celofane abertos, perto de uma das camas. A estudante que nela dormia abriu queixa de roubo contra um possível intruso que adentrou o dormitório, comeu os doces e, por ter sido pego no ato pela outra estudante, agrediu-a violentamente, provocando a queda da vítima e provável trauma craniano. A sua história tinha como fato a provável entrada do intruso pela escada de emergência, situada no exterior do prédio.


Foto do dormitório das estudantes, com duas camas (Foto: Imagem de mídia do Wix)

Os detetives, após entrevistarem as outras duas estudantes, não encontraram vestígios de arrombamento na porta do apartamento, ou sinais de luta no quarto onde o crime aconteceu. A estudante que abriu queixa foi detida para maiores esclarecimentos.


Depois de uma longa noite de interrogação da queixosa no recinto policial, os detetives cruzaram dados encontrados no local com o depoimento das outras estudantes, e concluíram que não houve outro implicado no crime. Esta repórter investigativa, intrigada pelo caso, procurou os responsáveis, e sugeriu uma nova linha investigativa, baseada em um fato real vivenciado pela repórter.


Sessão de hipnose com a indiciada. (Foto: imagem de midia do Wix)

De acordo com a nova linha, a  suspeita recaiu sobre a própria queixosa. Obtendo mandado judicial, a estudante foi submetida à hipnose e reconstituição das horas que antecederam o incidente. O registro da sessão foi gravado e analisado pelos detetives. Conclusivo, diante das imagens gravadas com sua aprovação, a estudante foi indiciada pelo crime.



Segundo o relato dos detetives, a estudante culpada ganhou doces de sua família na noite em questão. Sentada em sua cama, tomou seu remédio para dormir prescrito pelo médico da família e prosseguiu com a leitura de um livro, ouvindo música no seu headfone. Caindo no sono, acordou com os embrulhos abertos e todos os doces desaparecidos. Raivosa, empurrou violentamente a colega de quarto, achando que a mesma havia comido todos  os doces. A colega caiu da cama e bateu com a cabeça no chão. A agressora voltou para sua cama, e ao acordar encontrou os papéis celofone dos doces em cima do prato, e a amiga morta.


A hipnose revelou que a agressora comeu os doces e, por se encontrar sob efeito de remédio sedativo, que causava amnésia, não se deu conta de ser a própria autora dos crimes de "roubo"e "homicídio culposo".


O caso foi concluído com sucesso pelo time, com ajuda desta repórter investigativa. A agressora espera pelo seu julgamento em cela do presídio, sentindo-se extremamente culpada por ter sido vítima de sua própria gula.

 

(qualquer semelhança com fatos reais são por pura coincidência...)


Gattorno Giaquinto

#47: Matéria de Capa



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2 Comments


PS: previsível o motivo 😉

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Matar por chocolate... É previsível e inconsciente 😉🤭😂😂😂

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