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Entrevista com a autora


“Esse é um mini-documentário-pessoal-de-acervo-público que está sendo gravado para a posteridade com as devidas autorizações da autora. E segue os modelos padrões de entrevista estabelecidos pela cabeça de quem vos escreve (e milhares de horas de cortes aleatórios de podcast da internet). O arquivo original foi editado e remasterizado para melhor qualidade da produção".

 

(Gravação iniciada)


Entrevistador: Que bom te receber por aqui, seja bem vinda!


Bee (Escritora): Muito obrigada! É uma honra ter sido convidada para estar com vocês hoje.


E: Como tem sido essa experiência de virar o ano sem ter conseguido escrever seu tão sonhado livro? Toda essa loucura de zero fãs aguardando a continuação da saga, que aliás, nem foi escrita.


B: Ah sim, tem sido uma droga. As pessoas costumam dizer por aí que é melhor feito do que perfeito, mas eu prefiro pensar o contrário: Melhor perfeito do que feito de qualquer jeito, então nunca faço nada, porque afinal, quem é perfeito em pleno 2024, não é mesmo?


E: Uau…Esse é um ponto de vista muito genuíno da sua parte, Bee. Mas as pessoas também dizem por aí que “Ano novo é Vida nova”. Então, agora não seria a chance perfeita para dizer as três coisas que deseja realizar nesse novo ano?


B: Hmm, acho que essa é boa. Como preciso manter essa história dentro do desafio, vou citar três metas que tenho no contexto literário. Vamos lá, acho que:

  1. Começar a ler “Pachinko” que está na minha estante faz dois anos, mas nunca tive coragem de abrir porque acho que vou morrer de chorar com a história.

  2. Escrever meu livro (qualquer um deles), e ir até o fim com ele. Começo, meio e fim. Sabe?

  3. Escrever sem julgamentos internos, e conseguir publicar isso sem julgamentos internos também. Vou confessar para você que esse último tem sido o mais difícil.

E: Nossa! Isso foi muito maluco. Você é muito maluca.


B: É. Ouço isso com bastante frequência por aí.


E: Dos seus fãs?


B: Não. Do meu psicólogo. (risos da produção no fundo)


E: Agora, papo sério para finalizar esse corte com chave de ouro. O que é a escrita para você? Digo, o significado mais profundo que você possa pensar a-go-ri-nha nesse momento.


B: Olha, essa é bem difícil de responder. Acho que não consigo definir a escrita como uma única palavra ou significado. Mas se a escrita fosse uma comida, seria pipoca caseira. Sempre parece fácil de ser feita, mas aí você nunca acerta o ponto entre o sal e a manteiga e ela queima muito fácil.


E: Isso é uma metáfora muito pessoal e de alguma maneira bem especifica. Ô-ouu, acho que alguém queimou a pipoca hoje. (risos da convidada)


E: Mas ainda precisamos que seja uma frase mesmo. Vamos tentar novamente… O que é a escrita para você?


B: (Som de inspiração profunda) Acho que “é como enlouquecer lentamente e torcer para não estar sozinha nessa.” A parte mais divertida disso tudo é poder compartilhar com as pessoas todos os mundos incríveis que existem dentro de você.


E: Isso foi muito lindo, Bee. Estamos chegando ao fim do nosso podcast e a pergunta que fica é: Quando vamos ver você de novo por aqui?


B: Obrigada! Ah quem sabe, eu sou péssima com prazos. Esse desafio devia ter sido entregue há três semanas atrás. (mais risos confusos da produção)


(Fim do registro de gravação)


 

"Todos os personagens, locais e opiniões são meras invenções ilustrativas de quem se dignou a ler este trabalho. Qualquer semelhança com a realidade é mera alucinação coletiva. Obrigada por escutar e até a próxima!"


Desafio 3 - Metas (Textos) para 2024




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