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Colombina Sempre?

Atualizado: 15 de fev.

Se encontraram no clube, para se divertir durante o carnaval.  Clube pequeno, fechado só para sócios. Convidados não entram. O local estava bem colorido, enfeitado, serpentinas, confetes, pelo chão, mascaras carnavalescas pela parede.


A banda tocava várias marchinhas, das antigas, acho muito mais interessante e alegre.

Noite gostosa para “pular” o carnaval.


Ela de sereia, top de lantejoulas vermelhas, saia justíssima, imitando a cauda da sereia que marcava cada detalhes daquele corpo curvilíneo. Dançava, e se mexia sinuosamente, as vezes selvagemente. Provocante Batida lateral de quadril.


Ele. Ahhhh ele, de pescador, sem camisa, tórax sensual, bronzeado, másculo. Pernas torneadas, bíceps definido. Ahhhhh pescador.


Os olhares se cruzaram, corpos se aproximam, ela dançava enrolada em serpentinas.


Ele jogava lantejoulas em seu próprio corpo que se acomodavam no suor. As mãos deslizavam pelas pernas dela, as mãos dela deslizavam em seu peito suado, desejoso.


As bocas se colam, lá dentro as línguas serpenteiam. Lábios se movimentavam com sensualidade. Quem é quem nesse beijo caliente?


De repente, ela sente um toque suave delicado, em suas costas, os dedos correm com sensualidade. Se vira, já em êxtase. Olhos devoradores.


“Tudo bem”? Não tem resposta. Sua namorada está ali observando e se deliciando com a cena.


Mas o que poderia ser um trisal, se torna um briga de tapas, facadas, e morte.



Quarta feira, não teve sereia, não teve pescador. Só a Colombina no salão da vida.


Desafio de Carnaval


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