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Apocalipse já?




Lembro bem que o holocausto virou notícia nos anos 80, quando Holywood liberou o filme baseado no livro sobre o tema - A Lista de Schindler, de Thomas Heneally. Até então, éramos cientes quando estudantes, mas parecia que não nos incomodávamos com aquela história triste e de horror, vivida pela humanidade. Não tinha sido no país, e apenas familiares de judeus mantinham acesa a lembrança daquele massacre. O filme virou sucesso, ganhou Oscar, e voltamos às nossas vidinhas, como se nada tivesse acontecido.


Em 2018, veio o livro best-seller O Tatuador de Auschwitz, de Heather Morris, autora que publicou outros livros sobre o mesmo tema. Virou um dos “100 livros para ser lido antes de morrer” - que virou hit depois de outro filme, O Protetor/ The Equalizer, onde o principal ator menciona ler um dos livros desta lista.


Em 1946, o livro O Homem em Busca de um Sentido do neuropsiquiatra Viktor Frankl foi lançado, mas começou a ser divulgado muitos anos depois. O autor viveu o holocausto, ou melhor, sobreviveu, e narrou no porque alguns judeus sobreviveram ao massacre e outros desistiram de viver e morreram. A experiência vivida fez com que ele criasse uma vertente da psiquiatria, a logoterapia, que aborda, falando no geral, a vontade ou o sentido de viver como necessários para o ser humano sobreviver a horrores cometidos contra a vida.


Qual a importância de remeter a estes fatos? Em teoria, deveríamos aprender com os erros do passado, não?


Mas não aprendemos. O mundo continua a ser desigual, quase desumano. Não praticamos mais o holocausto, mas encontramos genocídios contra tribos africanas (Rwanda),

contra grupos políticos de ideologias diversas na África (Moçambique),

contra os negros na África do Sul (Apartheid) e, mais recentemente, contra grupos religiosos (Palestinos, de acordo com decisão recente sobre a guerra entre Israel e o grupo Hamas). E outros, que não nos damos conta – talvez não afetem as grandes potências, então não são interessantes para a mídia. 


Parece que só notamos o que acontece no mundo afora quando algo aparece nas nossas telinhas, em filmes do Netflix, Showmax ou outras plataformas – pois nem ao cinema mais vamos. Ficou cômodo não sair de casa e assistir tudo no sofá de nossos lares. E o que aparece nas telas vira sucesso, é comentado, compramos os livros, tornamos os autores famosos (e as editoras ricas), e continuamos adiante com nossas vidinhas.


Humanos temem a inteligência artificial e os robôs se virando contra humanos. Se IA for a soma do que os criadores colocam no sistema, não tenho dúvidas de que teremos mais genocídios e massacres.


Talvez a solução da humanidade seja começar tudo do zero.

 

 



 

Holocausto= sacrifício de animais cujo corpo é consumido completamente pelo fogo como oferenda às divindades.


Holocausto= sacrifício (genocídio) de judeus durante a segunda guerra mundial.

Sacrificio= fazer sagradas as coisas, honrá-las; oferenda a uma divindade em sinal de homenagem ou expiação.


Genocídio= extermínio ou eliminação sistemática de um grupo humano por motivo de raça, etnia, religião, política ou nacionalidade, que pode ser cometido em tempo de guerra ou de paz.


Referências das imagens: google images.

Referências do significado das palavras: Wikipedia.

 

Gattorno Giaquinto

#27: Memórias do Holocausto

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