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Em Busca de Si Mesmo

Jakson era um menino de muitos desejos e apenas um sonho. O Pequeno ser havia nascido em uma família com 11 filhos, muito humilde e trabalhadora. Tinha apenas o sonho de conhecer o mundo.

Todos os dias após a escola, ele corria até a biblioteca, escolhia dois livros nas prateleiras, um com ilustrações de países dos mundo que ele folheava com os olhinhos brilhantes e o outro sobre "contos pelo mundo" que ele lia até a bibliotecária falar que era hora de fechar.

Assim que saía da biblioteca, corria direto para casa com fome, mas com o estômago repleto de borboletas coloridas.

Nos primeiros dias ele contava para sua família tudo que via nos livros, mas aos poucos foi se calando, já que seus irmãos riam dele e sua mãe dizia ser bobagem de criança.

Naquela tarde após o colégio não foi diferente, Jakson olhou para o céu sombrio, correu até a biblioteca local, pegou seus livros preferidos e sentou-se próximo a um senhor que lia um antigo livro de capa dura e rasgada pelo tempo. O menino abriu o livro de imagens e quando começou a folhear, foi interrompido pelo velho que indagou se a criança já sabia o destino de sua primeira viagem. Jakson surpreso pela curiosidade de velho, balançou a cabeça respondendo um não, então o velho perguntou "se você não sabe o seu destino, como é que quer fazer uma viagem?" Jakson fechou o livro e falou para o homem que ele não tinha dinheiro para viajar, mas que todos os dias ia à biblioteca para viajar em pensamento. Então o velho respondeu: - faça o seguinte, pense para qual destino deseja ir, todos os dias quando abrir seu livro, pesquise sobre um lugar, imaginando estar nele, morando naquele lugar, vivendo o lugar, vestindo as roupas, comendo a comida local, passeando pelas ruas do lugar e depois que conhecer tudo, viaje para outro destino.

O menino se sentiu num encantamento, abriu seu livro de imagens, escolheu um destino e viajou entre páginas, imagens, pessoas, lugares. Andou de bicicleta, barcos, trem, ônibus. Comeu as comidas da Índia, banhou-se nos rios, vestiu as túnicas, apreciou árvores ancestrais, viu macacos, visitou monumentos, conversou com os locais, entrou nos templos.


Macacos no banho

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