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A Gatinha e o Cachorrinho

Viviam numa casa ampla , em um país exótico e mágico, uma gatinha chamada Thinkerbell e um cachorrinho, o Bolinha. Eles  foram criados numa cidadezinha localizada no interior daquele país, quando pequenos, até se mudarem para a cidade grande.


(Referência de imagens: Mídia do WIX)

Thinkerbell virou uma gata imensa, de pelos macios e brancos, com olhos azuis penetrantes. Chamava atenção por sua beleza estonteante. Por ser paparicada pela formosura, seu comportamento virou áspero de um dia para o outro. Passava os dias dormindo, arisca, e à noite saia da casa perambulando pelas ruas, retornando apenas pela manhã. Comia, e ia dormir. Seus donos sempre lhe davam carinho, mas ela não os considerava, por achar que merecia mais.


Já Bolinha não cresceu muito, era bem feinho, mas dócil e bem agradável. Era protetor de seu pequeno dono, o Andrezinho. Durante o dia, ele vivia por perto do garoto e, à noite, virava um verdadeiro guardião da casa. Latia para alertar os donos sempre que ouvia barulhos, e por isto era sempre reprimido, apesar de sua boa intenção.


Thinkerbell e Bolinha costumavam conversar entre eles. O cachorrinho dizia para a gatinha ser mais simpática, pois ela era tão bela e formosa, e se esperava dela também ser uma gatinha bem agradável para seus donos. Thinkerbell olhava Bolinha com desdém, e lhe dizia que sua beleza lhe garantia o status de ser antipática, pois todos lhe tratavam como uma princesa, que era o que ela merecia devido à sua formosura. Não precisava barganhar por comida ou tratos, pois os seus donos lhe davam sem que ela os pedisse. Enquanto Bolinha tinha que fazer caras e bocas para conseguir um afagoe comida, por ser tão feinho de dar dó.


O tempo foi passando, a gatinha e o cachorrinho foram ficando velhinhos, mas mantinham suas atitudes da época de jovens. Suas conversas agora giravam em quem teria o melhor enterro da casa, já que estavam naquela idade. Thinkerbell dizia que o seu seria perfeito, pois sua beleza lhe garantia o melhor tratamento em vida e na morte. Bolinha dizia que para ele tanto fazia, pois sua vida estava cumprida, pois protegera seus donos com muito amor e dedicação. Para ele, ter um propósito de vida e realizá-lo era mais importante do que ser belo, pois a beleza não tinha nenhum propósito ou função.


Um belo dia, Thinkerbell saiu à noite, e não voltou para casa. Seus donos a procuraram, mas não a acharam. Ficaram tristes, mas logo a esqueceram. Afinal, ela foi sempre uma gata que vivia independente, e provavelmente um carro na cidade grande a teria atropelado em uma dessas ruas movimentadas.


Bolinha faleceu logo em seguida, e seus donos sentiram muito. Fizeram um enterro digno para seu corpo, e choraram muito sua partida.


Thinkerbell e Bolinha se reencontraram no paraíso dos bichos. A gatinha havia morrido e ficara triste por não ter sido mais apreciada em vida, e por não ter sido enterrada com pompas. Bolinha lhe consolou, e disse para ela que ele sentira sua falta, por isso resolvera partir para seu encontro. Os dois se abraçaram, e caminharam juntos pelo paraíso dos animais.


Com sua conversa amável, Bolinha fez Thinkerbell repensar no que era mais importante na vida de um bichano dedicado a seus donos.

 

Gattorno Giaquinto

# Desafio 72/ 365: Para as crianças

1. Defina 2 animais, 1 lugar fictício e uma moral;

2. Escreva uma fábula (narrativa e verso ou prosa);

3. Caracteres livres.


Por aqui temos muitas crianças na família, e seja em livro ou audiolivro, o que elas curtem mesmo é uma fábula.

Textos com animais, em lugares incríveis, que sempre trazem uma moral no final. E o melhor, a história não é tão longa quanto um livro.

 

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