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Uma lembrança marcante

Certa vez tentaram fazer a minha caveira. Eu professora tentando orientar uma criança de quatro anos que com tão pouca idade já tinha sido convidada a se retirar de três escolas porque tinha derrubado uma TV , mordido seus colegas e sei lá mais o que.


Eu tentando fazer o meu trabalho, orientando a criança a não desrespeitar o espaço dos outros. Esse episódio foi antes do feriado de outubro.


Passados os dias do feriado, chego eu para trabalhar, a diretora me puxa para dentro da sua sala, as crianças chorando, as famílias enlouquecidas no telefone querendo saber quais providências a escola vai tomar a meu respeito.


Eu, pega de surpresa sem entender o que estava acontecendo.


Teve uma orientação à mãe do abençoado, que a professora que era eu, teria batido na criança. Essa mãe foi até o conselho tutelar fazer uma denúncia sobre mim.


Naquele dia quando entrei na sala as crianças choravam e me abraçaram dizendo que bom que eu estava ali, mas com medo de que a polícia viria me prender.


Fiz uma roda de conversa sobre tudo, acolhi a dor deles, falei sobre meus atos, que nunca bateria numa criança e que eu não tinha feito nada de errado.


Continuei trabalhando até o dia que eu atendi o telefone na secretaria, era uma conselheira dizendo para a diretora que me acalmasse o coração porque descobriram que quem bateu na criança no mesmo dia da denúncia tinha sido a própria mãe.



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