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O Fim Um Começo

Vespera de Natal. Um morador chega ao nosso bairro, bem na calada da noite.

O novo vizinho era intimidador, assombroso.

Vestimenta e chapéu preto sujo, seboso, encobrindo o rosto com aparência cadavérico. Todos evitavam a casa. Janelas cerradas, cortinas escuras. Um silêncio perturbador emanava de lá.

No quintal árvores e galhos secos, folhas espalhavam-se como fantasmas.

Um rapaz resolveu fazer amizade, com o Sr. Hadria, eu o chamo assim.

Pensei: Que firmeza de espirito.

Lendas urbanas contadas pelas pessoas 60+.

Boa Noite. Apenas um grunhido abafado pelo ranger da porta ao ser aberta.

Formas indefinidas dançam nas paredes. A casa faminta esboça ânsia por vinganças.

Lança um rápido olhar pela sala, bonecas antigas, retratos apagados.

O Sr. Hadria deu-lhe as costas o conduzindo para o porão. Ao passar pela cozinha, gatos se deliciavam restos de alimentos pútrido.

Ao descer as escadas de madeiras, rangendo a cada degrau, ficava mais sombrio. Risadas distorcidas ecoavam pelo corredor vazio. No porão uma cama com lençóis de um vermelho vivo. Sangue. Ao lado um baú. O Sr. Hadria, mãos magras e unhas sujas, vagarosamente abre o baú. Um odor adocicado cobre o quarto. Onde está a escada e a porta. Calafrios corre por todo corpo que treme.

Retira do fundo do baú repleto de cabeças, mãos, pés, uma garrafa transparente, parecida com um antebraço.

O papel é mágico: Tudo que está escrito aqui, irá se realizar. Sorriu malevolamente.


Pessoas desaparecem.


Então ........ é Natal

 

 

 

 

 



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