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Mulheres-Maravilha




São tantas as mulheres que foram role models na minha vida. Algumas eu não dei valor, na época, mas quando adulta, em retrospecto, elas contribuiram, e muito, na minha formação individual. São elas:


Mulher-mãe, que me gerou – mostrando, no seu jeito de ser, o lado alegre e descompromissado da vida. Para uma pessoa tão séria quanto eu, foi importante reconhecer um lado que herdei dela, quando danço em festas, tomo umas e outras e sou simpática com as pessoas à minha volta.


Mulher-tia, que me criou – tomando para si a tarefa de criar os filhos de uma irmã, como se fossem seus. Devo a ela um amor verdadeiro de mãe, pela dedicação de toda uma vida.


Mulher-irmã, que dividiu o útero comigo – minha alma gêmea, literalmente, conselheira e pacificadora nas horas que preciso de um ouvido amigo.


Mulher-avó, que mostrou como ser mulher- macho - devo à ela minha capacidade de ir em frente, provando que existe espaço para mulheres batalhadoras, sem depender de um homem cuidador.


Mulheres- professoras -  que me ensinaram a base de como escrever bem: minhas duas professoras de português, no colégio.

Mulheres-amigas de longa data – com quem dividi difíceis momentos de minha vida. Através do companheirismo, ensinaram-me que não precisamos de número grande de amigos, mas sim dos verdadeiros e constantes, por toda uma vida.


Mulheres-pacientes que encontrei ao longo de minha profissão - que me fizeram ver um lado da vida adverso, para o qual não mereciam mas enfrentaram com o que possuiam.


Quem disse que ser mulher é fácil não cresceu entre mulheres ou viveu em uma bolha.


Tento ocupar alguns dos papéis que estas mulheres me ensinaram, no entanto, confesso, não sou nenhuma mulher-maravilha, tanto quanto elas foram.


Entre todas os papéis, o de ser mãe nunca experimentei. O de ser paciente e sensível, exerço todos os dias, como mulher-esposa. O de ser batalhadora e enfrentar um mundo machista, tive que cultivar em mim mesma.


Agradeço às mulheres que foram e continuam sendo minhas mentoras, algumas que partiram e muitas que ainda fazem parte de minha vida. Embora não tivessem a pretensão de serem fortes, quando necessário, o foram. Mas também mostraram um lado frágil e sensível, abaixo da casca criada pelas adversidades. Não seria esta mulher que eu sou, se elas não tivessem existido.



(Acrescentei algumas músicas em homenagem às mulheres de minha vida...)

 

Gattorno Giaquinto

Desafio #67/ 365: Dia da Mulher


1. Escreva sobre sua maior referência feminina (vale mãe, vó, mas tentem lembrar de alguma mulherfora do seu círculo familiar).

2. Fale da importância dela em sua vida e inclua algo que nunca disse a ela (ou que diria a ela).

3. Texto livre

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2 Comments


Esqueceu de dizer que a mulher-útero é sua boss e filtro 😉😉

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Deixei pra vc assumir😉

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