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Até Eu Tenho Mãe

Hoje é dia das mães.


Até editores de jornalecos minúscolos feito eu possuem mães. Vocês podem até achar que não fui educado, recebi amor, ou que minha mãe não me ensinou modus pelo tipo de texto e falas que reproduzo (sempre ácidas, sarcásticas e com um grande teor de palavrões). Mas acreditem, ela fez o que pode.



Não sou muito de dar valor a datas porém, o dia das mães é um dia em que me esforço um pouco mais para levar amor e demonstrar gratidão para aquela pessoa que é a culpada por me colocar neste mundo.


Nem sempre foi fácil fazer isso por aqui. Porém, percebi, em tempo, o quão imbecil já fui já que, fazer isso por aqui nem é tão difícil já que quando falo da minha mãe estou falando daquela clássica mãe. Uma pessoa extremamente generosa que está sempre disposta a ajudar e fazer tudo pelos filhos, mesmo que para isso ela mesma precise ficar em segundo plano. Ela é aquela que está sempre presente, seja para dar um conselho, um abraço, mandar figurinhas de bom dia, de Jesus me lembrar dos aniversários dos parentes na esperança de que eu me dê o trabalho de mandar um felicitação. #SemTempo na maioria das vezes.


Eu tive a sorte (e o mundo o azar, já que se ela fosse brava talvez eu fosse um alguém melhor para sociedade) de ter uma mãe nada brava. Na infância até que recebi uns beliscões, gritos na oreia, tomei uns sacodes de cabo de vassoura e chinelo. Na adolescência, rebeldiei e me distanciei. Ela bem que tentou saber o que eu fazia, quem eram meus amigos, o que eu usava, por onde andava... mas, desistiu. Sempre rezando e preocupada comigo a distância, mesmo que a forma de demonstrar isso fosse um pouco mais intensa do que eu gostaria.


Sempre foi uma mãe super protetora. Aquela que está sempre alerta, cuidando, ou de longe observando cada passo meu e garantindo que nada de mal acontecesse comigo. Canalha que fui (e em menor grau, ainda sou), sei das preocupações, lágrimas e decepções que já fiz minha mãe passar. Hoje, adulto em anos de vida, tento ser o menos filho da Put@ (com o perdão do trocadilho, mãe) possível. Mas ainda é difícil.


Sou animal feito para voar e mães, às vezes querem ser gaiolas.

Até sei que toda essa superproteção é porque o amor que ela sente por seus filhos, netas, irmãos e família é maior do que qualquer coisa, inclusive maior do que o próprio amor que ela sente por si. Meu trabalho neste provável último terço de vida dela e, porque não, o meu, é fazer com que ela encontre esse amor e auto-realização mais em si do que nos outros. Que ela viva, se cuide, viaje, se equilibre em corpo, alma e mente.


Mas, para a "mãe de todos", que se preocupa não só com os filhos, mas com todos ao seu redor, isso não é fácil. Ela teme perdas. Ela teme muito, perdas. A vida tratou de traumatizá-la levando sua mãe, pai, avó, bisavó, um filho que gestou mas não nasceu, um irmão que nasceu mas não viveu para dizer seu nome. Já cheguei a pensar que se Deus existe mesmo, se anjos ou servos Dele estão por aí, minha mãe certamente veio para este plano para cuidar de todos. Uma serva que está sempre disposta a estender a mão, a acolher e a cuidar, sem hesitar um segundo mesmo que isso custe sua saúde física ou mental.


Uma mãe-avó que já passou por todas as fases da maternidade e agora está ali para mimar, "estragar" (isso mesmo) e encher os netos de carinho. A matriarca da família.

Existem tantos tipos de mães por aí, cada uma com suas próprias particularidades e maneira única de demonstrar amor. Não importa qual seja o tipo da sua mãe, tente ser o menos canalha possível com ela. Evolua. Entenda que a idade, os dias atuais, as tecnologias, os livros, e tudo a nossa volta é diferente do que foi na época dela. Às vezes leva tempo para nos entender, assim como também precisamos rspirar e contar até 100 para conseguir entende-las.

Como diria Belchior (e depois também muito bem reforçado por Elis), lembrem-se de que apesar de termos feitos tudo o que fizemos, ainda somos os mesmos e vivemos como os nossos pais. Seja você a ovelha negra da família (feito eu), ou não, basta se olhar com um pouco mais de carinho para sua personalidade e trejeitos que você vai enxergar muito da sua mãe ali.


Então filhos e filhas destas mães e pai/mães desse mundão. Lembrem-se que datas estão aí para servir ao Deus capital sim, porém, algumas valem a pena serem vividas e compartilhadas. Demostrem amor. Evoluam dentro deste relacionamento. Conheçam a história da sua mãe. Compreendam os medos e sonhos dela. Divida e viva essa vida ao lado da sua mãe.

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1 Comment


Ser mãe não é fácil ... conhecer esse tipo de amor não pode ser descrito em palavras. Mas é o que realmente pode ser definido como amor pra sempre🥰

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