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A Criança que Sonha em Mim


Insõnia, imagem de uma criança tentando dormir, com medo
Viramos crianças em pesadelos noturnos? (Imagem IA/DALL-E-3)

Dia. Noite. Dia. Noite. São muitos personagens que se desenvolvem ao longo do meu dia. Sou muitas emoções muitas horas que antecedem a hora de dormir.


Meu dia é comum. Minhas noites, não.


Sou criança quando me sinto desamparada, querendo um abraço. Sou criança quando assisto a um filme de terror, ou quando ouço o noticiário cada vez mais apavorante.


Sou adulta quando cozinho para me suprir, quando dirijo para o trabalho, quando faço escolhas que nem sempre me satisfazem. Por que não tenho controle dos meus próprios sonhos? Por que me deixo aterrorizar a ponto de não controlar meu acordar? Por que o medo do escuro, que transforma as sombras no meu quarto em rasgos de emoções ainda tão desconhecidas?


Tento observar meus atos e pensamentos ao longo do dia, talvez consigam apontar os receios que me atacam quando me entrego ao descanso. O inconsciente prende em gavetas lembranças, mas o tempo deveria torná-las mortas.

Meu dia é comum. Minhas noites, não.


O sol me transforma, a lua me desintegra em partes que tento reconhecer, em vão. 
Talvez não precise entender, só aceitar que fazem parte de mim, numa linha de tempo que não sei onde congelou.

Ver imagens que avançam em mim, que estão à minha espreita. Sentir o deslocamento na minha cama, como se pessoas estivessem no meu quarto, na minha casa. Querer acordar sem conseguir. Querer voltar para minha casa, sem conseguir. O que está por trás desses sonhos?


Meu dia é comum. Minhas noites, não.


O que preciso me dizer para me curar? Ou há premonições no que sonho? Passado, presente ou futuro servem de roteiro para meu inconsciente, não podem me controlar: eu tenho que tomar posse do meu eu, é o que a terapia me diz.

Enfrentar. Compreender. Tomar consciência para transcender. E curar.


Me torno criança quando me deito e durmo.  Do que essa criança precisa?




 

Goretti Giaquinto

Desafios # 141 a # 143 de 365 (PARTE 02/03)

Tema: Sobre Sonhos e Medos

Essa segunda parte do desafio aprofunda ainda mais as questões do personagem e dá uma possível solução para ele. Mas será? Será que ele realmente se livrou do seu sonho recorrente?

Na segunda parte do desafio, continue a última história criando uma continuação onde o protagonista deve enfrentar seu maior medo, que se manifesta de uma forma surreal durante o sono.

1. Caracterização do Medo: Defina claramente o medo do personagem e desenvolva uma representação física ou metafórica desse medo que aparece nos sonhos.

2. Confronto: O protagonista deve confrontar esse medo durante seus sonhos. A resolução desse confronto deve ser significativa para o arco do personagem.

3. Transformação: Mostre como o enfrentamento do medo no sonho leva a uma transformação pessoal no protagonista quando ele acorda. Deve haver uma mudança perceptível em seu comportamento ou perspectiva.

4. Desafio em 3 partes com caracteres livres em todas.


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