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qui., 25 de abr.

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SESC Pinheiros

Um Defeito de Cor (Exposição)

Entre 25 de abril e 1º de dezembro de 2024, “Um Defeito de Cor” toma o espaço expositivo do segundo andar do Sesc Pinheiros com desdobramentos que recepcionam visitantes desde o muro da entrada como uma mostra de arte que parte do romance histórico homônimo de Ana Maria Gonçalves.

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Um Defeito de Cor (Exposição)
Um Defeito de Cor (Exposição)

Horário e local

25 de abr. de 2024, 10:30 – 24 de jun. de 2024, 12:59

SESC Pinheiros, R. Pais Leme, 195 - Pinheiros, São Paulo - SP, 05424-150, Brasil

Sobre o evento

Entre 25 de abril e 1º de dezembro de 2024, “Um Defeito de Cor” toma o espaço expositivo do segundo andar do Sesc Pinheiros com desdobramentos que recepcionam visitantes desde o muro da entrada como uma mostra de arte que parte do romance histórico homônimo de Ana Maria Gonçalves. Em seu livro, a autora reconta a saga de Kehinde, africana escravizada confrontada com a necessidade de reconstrução em terras brasileiras e a incessante luta por liberdade fazendo uso da comida, da arte, do afeto, da busca pela família, acolhimento e de sua fé nos encantados.

Os curadores Amanda Bonan e Marcelo Campos, ambos do MAR (Museu de Arte do Rio), fizeram o convite a Ana Maria para uma construção curatorial conjunta a repensar a trajetória do livro de forma imagética: da produção moderna e contemporânea que tem em seu cerne a cosmogonia africana nasceu esse encontro a partir de produções de 131 artistas – entre 77 vivos e 37 já falecidos, além de 17 convidados a produzir novas obras para a mostra, com nomes como Kwaku Ananse Kintê, Kika Carvalho, Antonio Oloxedê e Goya Lopes.

Assim, tal exposição se pretende um profundo mergulho pelas quase mil páginas do texto de “Um Defeito de Cor” e toma seus dez capítulos como metodologia de divisão de núcleos temáticos em uma estrutura circular de fruição que transborda as questões da ancestralidade nas visualidades da mostra e proposta expográfica. Além dos curadores, fazem parte do processo de criação os artistas Ayrson Heráclito, consultor que assina a expografia ao lado de Aline Arroyo, e Tiganá Santana, curador da paisagem sonora que envolve o ambiente.

Nos meses em que esteve em cartaz no Rio de Janeiro, a mostra foi bem recebida pelo público, com visitação expressiva, deixando clara sua potência. É importante destacar que, antes da vinda para o Sesc Pinheiros, esta itinerância passou pelo Museu da Cultura Afro-Brasileira (Muncab), fazendo uma importante triangulação entre instituições e abrangência de públicos do Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo.

Idealização e concepção: Museu de Arte do Rio – Mar Parceria Institucional: Organização de Estados Ibero-americanos (OEI) Realização: Sesc SP

Sobre os curadores

Amanda Bonan é gerente de curadoria do Museu de Arte do Rio – MAR, doutoranda em Artes pela USP, mestre em História e Crítica da Arte pela UERJ (2013) e bacharel em Produção Cultural pela UFF (2006). Foi consultora da UNESCO em projetos internacionais de cultura e coordenadora de programação e produção do festival Europalia Brasil, na Bélgica. Trabalhou no Centro de Artes Visuais da FUNARTE (2010) e na Galeria Laura Marsiaj Arte Contemporânea (2005-2006). Atuou como curadora em diversas exposições de arte e mostras de cinema como “O Gráfico Amador”, Caixa Cultural São Paulo (2017); “Flávio de Carvalho Expedicionário”, Caixa Cultural Brasília (2017-2018), entre outros. Trabalha na equipe de curadoria do MAR desde 2017, tendo organizado exposições como “Rio do Samba – resistência e reinvenção” (2018), “Rio dos Navegantes” (2019), “Casa Carioca” (2020), “Crônicas Cariocas” (2021) e “Um defeito de cor” (2022).

Ana Maria Gonçalves é escritora mineira nascida em 1970, formada em Publicidade. Após residir em São Paulo por 13 anos, mudou-se para Itaparica, na Bahia, onde dedicou os cinco anos de residência à literatura. A imersão pela pesquisa à cultura da diáspora africana culmina na escrita de seu primeiro romance “Ao lado e à margem do que sentes por mim”, de 2002, e o aclamado “Um Defeito de Cor”, de 2006.

Marcelo Campos é professor associado do Departamento de Teoria e História da Arte do Instituto de Artes (UERJ) e curador chefe do Museu de Arte do Rio. Foi diretor da Casa França-Brasil (2016-2017) e professor da Escola de Artes Visuais do Parque Lage. Membro dos conselhos dos Museus Paço Imperial (RJ) e do Museu Bispo do Rosário de Arte Contemporânea (RJ). Doutor em Artes Visuais pelo PPGAV, da Escola de Belas Artes da UFRJ. Possui textos publicados sobre arte brasileira em periódicos, livros e catálogos nacionais e internacionais. Em 2016, lança “Escultura Contemporânea no Brasil: reflexões em dez percursos”, pela Editora Caramurê, um levantamento de mais de 90 artistas da produção moderna e contemporânea brasileira. Com mais de cem curadorias, até o momento, destacam-se: “Sertão Contemporâneo” (2008), na Caixa Cultural do Rio e Salvador; “Efrain Almeida: Uma pausa em pleno vôo” (20216), no MAM/BA; e “Bispo do Rosário, um canto, dois sertões” (2015). Além da produção citada, as matrizes africanas e afro-brasileiras são pesquisadas em exposições como “O Rio do Samba” (2018), “Casa Carioca” (2020), “Crônicas Cariocas” (2021) e “Um defeito de Cor” (2022), e as individuais de Aline Motta, Mulambö, Bqueer e Ayrson Heráclito. Pelo Sesc, fez a co-curadoria dos projetos “À Nordeste” (2018) e “Dos Brasis: arte e pensamento negro” (2023).

Ingressos

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